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Gosto muito de ler sobre a História. E, dias atrás, estava lendo um material sobre a 2ª Grande Guerra e suas conseqüências. E este texto me fez refletir sobre a nossa vida. Dizia ele que ao final da Segunda Guerra Mundial, os vitoriosos Aliados dividiram o território da derrotada Alemanha em dois. Em, 13 de agosto de 1961, centenas de trabalhadores levantaram literalmente de uma hora para outra uma barreira que isolou completamente Berlim. Assim como o país, a cidade também foi “partida” em duas. O muro construído não só dividiu a Alemanha, e a cidade de Berlim, dividiu pessoas. Este muro, o mudo do ódio e da vergonha, separou pais e filho, irmãos, amigos, familiares. Foram 28 longos anos assim. Até que em 9 de novembro de 1989, o muro veio ao chão. Pensando sobre este fato e olhando para as nossas vidas, surge a pergunta: Quantos muros nós construímos? Uma palavra dita fora de hora e já construímos um muro de incompreensão. Uma discordância de opinião e já construímos um muro de intolerância. Quantas vezes o orgulho, a arrogância, a falta de sensibilidade, a impaciência e tantos outros sentimentos levantam muros que nos separam e segregam. Todos esses muros, a exemplo do muro de Berlim, causam mágoa, dor, sofrimento. Abrem feridas profundas que muitas vezes não cicatrizam. Até quando vamos ficar construindo muros? Por quanto tempo ainda conviveremos com eles? O que é preciso para começar a derrubá-los? Por quanto tempo permitiremos que eles nos separem, nos impeçam de viver relacionamentos mais humano, mais completo? É verdade, não é simples nem fácil nos relacionarmos. Somos seres complexos, com idéias, opiniões, visão de mundo e formação diferentes. Porém, precisamos aprender a conviver com as diferenças, pois são elas que enriquecem as relações. Jesus Cristo, quando esteve entre nós resumiu os dez mandamentos em dois: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo assim como nós mesmos”. Mas, ele foi mais longe ao dizer: “Amém os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês. Desejem o bem para aqueles que os amaldiçoam e orem em favor daqueles que maltratam vocês. Se vocês amam somente aqueles que os amam, o que é que vocês estão fazendo de mais? E, se vocês fazem o bem somente para aqueles que lhes fazem o bem, o que é que estão fazendo de mais? Façam o contrário: amem os seus inimigos e façam o bem para eles.” Será utópico isso? Talvez. Mas se nos inspirarmos naquele que nos amou quando ainda éramos seus inimigos e deu sua vida por nós, com certeza começaremos a destruir o muro que separa o sonho da realidade e construiremos não o paraíso na terra, mas faremos dela um lugar muito melhor para se viver. Que, com a ajuda de Deus, possamos deixar de construir muros e passar a construir vidas.
Mensagem da Capelania
Pastor Paulo Rodrigues da Rosa Capelão do CEULJI/ULBRA
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